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MORRE NO RIO, AOS 84 ANOS, ROBERTO CAMPOS

Economista sofreu infarto em sua casa ontem à noite; velório
será realizado a partir das 9h na Academia Brasileira de Letras


O economista Roberto Campos, morto ontem
no Rio de Janeiro

Rui Mendes-1993/Folha Imagem
O economista, diplomata e escritor Roberto Campos, 84, morreu ontem, às 20h, em sua casa, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. De acordo com o médico Roberto Zani, Campos morreu de infarto agudo do miocárdio, quando estava dormindo.

Ao seu lado estavam sua mulher, Estela, a secretária, Neide, e uma enfermeira.

"Ele deitou por volta das 19h30. Às 20h, suspirou e morreu. Foi muito rápido. Ele não sofreu nada", disse Sandra, uma dos três filhos do ministro. "Foi um fato repentino. Desde que saiu do hospital, ele iniciou um trabalho de recuperação e estava sendo submetido a exercícios de fisioterapia", disse o médico Roberto Zani.

Em julho e agosto, o ex-ministro havia passado 29 dias internado na clínica São Vicente, na Gávea (zona sul do Rio), em consequência de uma pneumonia e de distúrbios gastrointestinais.

O corpo de Campos seria velado a partir das 3h de hoje na Academia Brasileira de Letras, para a qual ele foi eleito em 1999. Com o fardão dos imortais da Academia, ele será enterrado às 15h, no mausoléu da ABL no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio. Durante o último período de internação, Campos havia sido submetido a uma tomografia computadorizada, na qual os médicos constataram que o economista não teve nenhum dano neurológico posterior à isquemia cerebral que sofrera em fevereiro do ano passado.  Na ocasião, ele recebeu alta após duas semanas de internação, mas ficou com sequelas da isquemia. Desde então, Campos se comunicava com dificuldades e não conseguia mais escrever.


Vida pública


Mato-grossense, Roberto de Oliveira Campos dedicou a maior parte de sua vida ao serviço público do país. Teve atuação destacada nos governos de Juscelino Kubitschek, no qual foi um dos formuladores do Plano de Metas, e de Castello Branco, o primeiro do ciclo militar iniciado em 1964 e extinto em 1985. Nos 60 e 70, foi embaixador em Washington e em Londres. A partir dos anos 80, foi eleito senador e deputado federal por dois mandatos consecutivos.


Defensor do liberalismo

O economista se destacou na história política do Brasil como defensor ferrenho do liberalismo econômico. Foi essa bandeira que defendeu durante o período em que foi colunista da Folha, a partir de dezembro de 1994, até interromper a sua colaboração com o jornal em fevereiro de 2000, por motivo de saúde.

"Ele era uma pessoa polêmica, identificada com suas ideias e sobretudo extremamente sincero", disse o acadêmico e escritor Josué Montello, que conheceu Roberto Campos na época em que era subchefe da Casa Civil no governo Kubitschek.

Além de ministro do Planejamento do governo Castello Branco, o primeiro do regime militar iniciado em 1964, Campos foi senador por Mato Grosso, pelo PSD, e deputado federal pelo Estado do Rio, eleito pelo PPB.

Em 1992, doente, foi conduzido em cadeira de rodas ao plenário da Câmara dos Deputados, quando votou pela aprovação do processode impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.


Diplomacia

Nascido em 1917, em Cuiabá, Campos ingressou como diplomata do Itamaraty em 1939. No segundo governo de Getúlio Vargas, que presidiu o país de 1951 a 1954, participou da elaboração do projeto que criou a Petrobras. A assessoria de imprensa da Presidência da República informou que o presidente Fernando Henrique Cardoso só iria se pronunciar hoje sobre a morte do economista Roberto Campos.


REPERCUSSÃO

ARMÍNIO FRAGA , presidente do Banco Central:
"O Brasil perde um homem de grande visão, um liberal coerente que vai fazer muita falta".

ANTONIO CARLOS MAGALHÃES , ex-senador (PFL-BA):
"Perde o Brasil um dos homens mais inteligentes e cultos da história contemporânea. Com sua coragem, Roberto Campos dizia o que o brasileiro precisava ouvir. Muitos não acreditavam, mas ele sempre estava certo".

JOSUÉ MONTELLO , acadêmico, subchefe do Gabinete Civil no governo de Juscelino:
"Roberto Campos foi uma pessoa altamente representativa não somente do saber especializado mas também da literatura. Apesar de nossas diferenças, sempre nos harmonizamos no convívio intelectual".

TARCISIO PADILHA , presidente da Academia Brasileira de Letras:
"O desaparecimento de Roberto Campos cria lacunas na galeria dos grandes economistas do país e dos analistas da nossa política. Ele foi um espírito voltado para a modernidade, procurando superar a muralha de ideologias".

ARNALDO NISKIER , ex-presidente da ABL:
"Independente de qualquer consideração ideológica, ele foi uma das maiores inteligências da nossa geração".

CARLOS LANGONI , ex-presidente do BC (80-83):
"Ele foi um dos mais corajosos economistas brasileiros".

FONTE: Folha de S. Paulo, 10 de outubro de 2001

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