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ALBUQUERQUE E NASSAU - ORIGENS & PERFIS

Embora descendentes diretos da Casa Real portuguesa, os Albuquerque tiveram um começo difícil. Preterido na sucessão dinástica em favor de seu irmão, apesar de ser o favorito do rei d. Dinis, d. Afonso Sanches, o fundador da linhagem, em meio a uma guerra civil cujas consequências lhe foram adversas, exilou-se na vizinha Castela. Lá, destacou-se mais por seu talento poético, como trovador, do que como guerreiro ou político. Filho de d. Afonso Sanches, João Afonso também viveu seus dissabores. Envolvido em outra guerra civil, dessa vez castelhana, mesmo tendo optado pelo lado que mais tarde se revelou vencedor, morreu precocemente, ao que tudo indica envenenado, nas mãos de seus algozes.

 À semelhança de El Cid, o herói ibérico, João Afonso não descansou logo em paz. Transformado em bandeira da causa, seu ataúde foi levado por seu exército às batalhas que se sucederam, até a vitória definitiva contra o inimigo. De volta a Portugal, os Albuquerque mantiveram-se íntimos da Casa Real portuguesa, frequentando-a, defendendo-a e servindo-a. Ao participarem da expansão ultramarina promovida por Lisboa, optaram pela Índia, a joia do Império português no século XVI, e pelo Brasil. O conquistador Afonso de Albuquerque – o Terrível, nos Lusíadas de Camões – tomou, literalmente, a Índia de assalto, aproveitando a oportunidade para fazer o que pôde contra os seculares inimigos dos ibéricos, os muçulmanos. Rumo ao Brasil, seguiu uma jovem, Brites de Albuquerque, acompanhada do irmão, Jerônimo de Albuquerque, do qual descendem os Albuquerque brasileiros. Primeira mulher a tornar-se governadora nas Américas, a capitoa Brites soube impor-se em meio a todas as adversidades com as quais se defrontou.

O começo dos Nassau tampouco foi promissor. De origem alemã, lutaram muito até se tornarem os titulares incontestes da Casa Real neerlandesa. Comandando um pequeno país, cercado por três gigantes – o Sacro Império Romano-Germânico, a França e a Inglaterra – e dilacerado por uma guerra civil religiosa que parecia não ter fim, Guilherme I, nativo de Dilemburgo, Alemanha, fundador da Casa de Orange-Nassau, deu início ao longo processo de independência dos Países Baixos do Império espanhol, a Guerra dos Oitenta Anos. Nesse conflito quase secular, o primeiro Maurício de Nassau não fraquejou, tendo sacrificado sua juventude e saúde na luta contra os espanhóis.

Sem ter muito com o que contar além do tino comercial, os Países Baixos venceram o império onde o sol nunca se punha, tornaram-se a grande potência ascendente do século XVII e exportaram pela primeira vez uma guerra europeia – a Guerra dos Oitenta Anos – para o resto do mundo, atacando e ocupando colônias do Império espanhol nos cinco continentes. Quando o Brasil foi invadido pelos Países Baixos, ele não fazia parte do Império português, mas da União Ibérica, cuja capital era Madri. João Maurício de Nassau-Siegen, Maurício de Nassau, o Brasileiro, teve no Recife um dos auges de sua carreira; contudo, ao retornar à Europa, continuou a ocupar altos cargos políticos e militares, tendo ajudado, à sua maneira, a preparar a ascensão da Prússia, o mais belicoso reino da história alemã.

Ao longo dos séculos, os Albuquerque e os Nassau continuaram seus prodígios. Protagonista da primeira obra literária brasileira, o poema épico Prosopopeia, Jorge de Albuquerque Coelho teve suas aventuras incorporadas pelo poema anônimo romanceado A Nau Catarineta, até hoje representado Brasil afora sem que o público saiba suas origens. Se Jerônimo de Albuquerque é o pai dos Albuquerque brasileiros, João Guilherme Friso, em função de circunstâncias políticas que nunca estiveram completamente sob seu controle, é o prócer da Casa de Orange-Nassau atualmente reinante nos Países Baixos. Da mesma forma que Jorge de Albuquerque Coelho, Guilherme I tem inspirado gerações com o seu fado. Inimigo jurado do rei espanhol Filipe II, o qual, durante a União Ibérica, foi soberano do Brasil, Guilherme pagou com a vida a ousadia de ter desafiado o homem mais poderoso do mundo.

Rica e bem-nascida, Leonor de Albuquerque jamais alcançou a felicidade pela qual tanto ansiava, ao contrário da regente Amália. As façanhas de Afonso de Albuquerque também encontram paralelo nos dez anos em que o primeiro Maurício de Nassau lutou, com todas as forças de que dispunha, contra o Império espanhol, cimentando a vitória definitiva dos Países Baixos na Guerra dos Oitenta Anos. Brites de Albuquerque e Maria Luísa, em meio a incontáveis atribulações, intercederam a favor de seus súditos. Se a grande obra de d. Afonso Sanches foram suas trovas, a de João Maurício de Nassau-Siegen foi, na Prússia, a de promotor das belas artes, arquitetura, escultura e pintura. Enquanto Matias de Albuquerque lutou pela restauração da independência de Portugal, este João Maurício, após ter deixado o Brasil, continuou a fazer o que pôde para defender os Países Baixos dos seus inimigos.

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