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O CANCIONEIRO DE GULLAR

Antonio Carlos Secchin

Quando me predispus a reunir o cancioneiro de Ferreira Gullar, julgava que encontraria no máximo meia dúzia de letras. Para minha agradável surpresa, e contando com a prestimosa colaboração do gullariano Augusto Sérgio Bastos, foi possível chegar a treze. Tal montante poderia ainda ser ampliado caso se incluíssem textos musicados de sua obra poética, mas aqui o critério foi o de registrar unicamente “letras”, não “poemas musicados”.

Como o leitor constatará, são variadas as parcerias de Gullar, em sua maioria com grandes nomes da MPB. Ainda que produzidos, originalmente, mais para escuta do que para leitura, os textos portam a mestria e a chancela de qualidade do autor.

Quanto às letras localizadas, três curiosidades: uma foi excluída deste álbum por apresentar autoria quíntupla, ao modo do que hoje ocorre com os sambas de enredo. Outras duas (“Diferença” e “Menina passarinho”) nunca chegaram a ser gravadas. Esperemos que a talentosa compositora Sueli Costa – que, a meu pedido, gentilmente as resgatou de seus arquivos – se anime a fazê-lo em breve. E “Trenzinho do caipira” representa uma curiosa inserção de letra em meio a livro de poesia (Poema sujo).

A seguir, por ordem alfabética, com o título dos discos, ano da primeira gravação e nome dos intérpretes, a listagem das letras com suas respectivas parcerias. Boa viagem nesse trenzinho de treze vagões, capitaneados pela locomotiva poética de Ferreira Gullar, e traduzidos pela beleza das imagens de Ciro Fernandes.

 

As letras

1. “Borbulhas de amor”. Vinil Pedras que cantam (1991). Música e letra: Juan Luis Guerra (“Burbujas de amor”), versão de Ferreira Gullar. Intérprete: Fagner.

2. “Canção do bicho”. Vinil Manhã de liberdade (1966). Música: Geni Marcondes e Denoy de Oliveira. Intérprete: Nara Leão.

3. “Contigo”. Vinil Palavra de amor (1983). Música: Fagner. Intérpretes: Fagner e Chico Buarque.

4. “Diferença”. Inédita. Música: Sueli Costa.

5. “Escuta, moça”. Vinil Íntimo (1984). Música e interpretação: Sueli Costa.

6. “Menina passarinho”. Inédita. Música: Sueli Costa.

7. “Menos a mim”. Vinil Pedras que cantam (1992). Música e interpretação: Fagner.

8. “Meu veneno”. Vinil Angelus (1993). Música e interpretação: Milton Nascimento.

9. “Onde andarás”. Vinil Caetano Veloso (1967). Música e interpretação: Caetano Veloso.

10. “Promessa de vida”. Vinil Gilliard (1986). Música: Murilo Alvarenga. Intérprete: Gilliard.

11. “Solução de vida”. CD Bebadosamba (1996). Música e interpretação: Paulinho da Viola.

12. “Te procuro lá”. Vinil Paralelo 30 (1978). Música e interpretação: Raul Ellwanger.

13. “Trenzinho do caipira”. Vinil Camaleão (1978). Música: Heitor Villa-Lobos. Intérprete: Edu Lobo. Letra publicada inicialmente no livro Poema sujo (1976).

 

Outras informações sobre o livro
       
Estes 13 textos de Ferreira Gullar foram escritos como letras de música para compositores famosos, a começar pelo “Trenzinho do caipira”, parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2, do maestro Heitor Villa-Lobos, que Gullar letrou no seu livro Poema sujo, editado em 1976. A composição musical se caracteriza por imitar com os instrumentos da orquestra o ritmo de uma locomotiva, o que foi captado pelo poeta na criação dessa bela canção, gravada por grandes nomes da MPB como Edu Lobo, Maria Bethânia, Adriana Calcanhoto e Zé Ramalho.

Entre os outros autores das músicas estão Caetano Veloso, Milton Nascimento, Paulinho da Viola, Sueli Costa e Fagner. As 13 letras – que aparecem no livro primeiro na versão manuscrita (pelo próprio Gullar) e em seguida em letra de fôrma – vêm enriquecidas por xilogravuras de Ciro Fernandes, responsável pela diagramação do livro (formato: 15,5cm x 21,0cm) e do design de capa, para a qual produziu a 14ª gravura.

Nascido em 1942 em Uiraúna, Paraíba, e radicado no Rio de Janeiro desde os 17 anos, Ciro tem obra ligada ao mundo da literatura de cordel, crenças e costumes nordestinos. Desenhista, pintor e gravador, fez exposições na Suíça, Alemanha e Dinamarca; no Brasil, participou do Salão Carioca de Arte e do Salão Nacional de Artes Plásticas, entre outros, e seu trabalho se encontra no acervo de várias instituições culturais, como a Casa da Gravura de Curitiba e o Museu Nacional de Belas Artes.

Já o poeta maranhense Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 1930), é também escritor, artista plástico, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista, ensaísta e colunista do jornal Folha de S. Paulo. Um dos fundadores do movimento neoconcretista, ocupa desde dezembro de 2014 a cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras.
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